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[30/08/05] Entrevista com o Analista Judiciário da Secretaria de Informática do TRE/PR - Ronaldo Costa
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”Motivação foi o que nunca me faltou e ainda tenho muita. No meu caso, a motivação foi a vontade de vencer.”
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Vontade de vencer, motivação ao sucesso
Por Ari Moro
Qual o fator, o elemento, que mais pode funcionar como instrumento de motivação a fim de que um candidato a concurso público, independentemente da sua condição sócio-econômico-financeira, nunca desanime, acredite em si, siga em frente até atingir o objetivo estabelecido que é a aprovação?
Apresentamos essa questão a Ronaldo Costa, candidato aprovado e classificado em primeiro lugar em concurso público de Analista Judiciário do Tribunal Regional eleitoral do Paraná e ele, com toda franqueza, respondeu: “Venho de família humilde. |
Tudo o que consegui e que ainda estou tentando conseguir, foi conquistado com muito esforço. Sempre estudei em escola pública, pois, meu pai faleceu quando eu tinha 10 anos de idade e minha mãe nunca teve condições de financiar meus estudos. Meu primeiro curso de informática, que me despertou o interesse de entrar na faculdade, realizei-o na FAS, pela Prefeitura Municipal. Nunca esquecerei que paguei 6 vales-transporte. Motivação foi o que nunca me faltou e ainda tenho muita. No meu caso, a motivação foi a vontade de vencer.”
Ressalte-se que, quando cursava Informática na Faculdade, Ronaldo Costa fez seu primeiro concurso público no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, de Técnico Judiciário, sendo aprovado e classificado em segundo lugar – especialidade Programador. Após obter graduação, realizou seu segundo concurso no mesmo órgão, desta vez de Analista Judiciário – Especialidade Administração – sendo aprovado e classificado em primeiro lugar.
Neste segundo concurso, realizado em 2002, Ronaldo Costa disputou a única vaga existente com cerca de 500 candidatos. Tomou posse no cargo em 2 de julho de 2002.
CALMA É ESSENCIAL
Ronaldo Costa começou a estudar com vistas ás provas tão logo foi publicado o edital do concurso de Analista Judiciário do TRE/PR.
“Foram cerca de 45 dias de estudo – diz ele – mas, não fiz cursinho preparatório. Consegui juntar todo o material e estudei sozinho. Estabeleci um método, fazendo uma agenda a ser cumprida em cada dia e dividindo o tempo disponível entre todas as matérias a serem estudadas, pois, estava trabalhando na época.”
“Cumpri média de oito horas de estudo por dia da semana e de doze horas aos sábados e domingos. Creio que o segredo é realmente a disciplina. Considerando que o lazer também é importante, procurei conciliar as duas coisas. Lembro-me que muitas vezes, mesmo em época de exame vestibular, costumava ir aos churrascos feitos por meus amigos, levando as apostilas embaixo do braço”
“Confesso que, quando cheguei ao local das provas do concurso de Analista Judiciário, me assustei com todo aquele povo, pois, afinal estava sendo disputada apenas uma vaga. Mas, foi uma das provas mais tranqüilas que já fiz e tenho certeza de que essa “calma” foi essencial ao resultado final.”
DESISTIR JAMAIS
Ronaldo Costa lembra que “falar é fácil, mas, o difícil é executar”. No entanto, frisa mais uma vez que o segredo para se obter bom resultado numa prova é manter a calma.
“O momento de se ficar desesperado – acrescenta ele – não é no dia da prova. Tudo o que tinha de ser estudado já foi. O momento pra reflexões deve ficar para quando sair o resultado da prova. Se o candidato passou, parabéns, mas, se não passou, isso significa que estudou pouco até de maneira errada. Então, é hora de rever seus métodos de estudo, seus defeitos e, o mais importante de tudo, de se preparar para a próxima. Desistir jamais.”
Ronaldo Costa lembra que sentiu uma emoção muito grande, difícil de ser explicada, quando tomou conhecimento da sua classificação em primeiro lugar no concurso. “Afinal – fala ele – quem não gostaria de passar em primeiro lugar? Confesso que foi uma surpresa passar em primeiro lugar, pois, não esperava tanto. Hoje, sei que isso foi resultado do esforço e da dedicação.”
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“Devo muito à minha mãe, que acompanhou todo esse processo e esteve sempre ao meu lado. Isto, sem falar naquela comidinha sempre na hora.
A alimentação do candidato é essencial, pois, o desgaste é muito grande.”
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APOIO DA MÃE
Outro ponto destacado por Ronaldo Costa é de que o apoio por parte da família do candidato é importante nessas horas.
“Devo muito à minha mãe, que acompanhou todo esse processo e esteve sempre ao meu lado. Isto, sem falar naquela comidinha sempre na hora. A alimentação do candidato é essencial, pois, o desgaste é muito grande.”
Dizendo que sempre foi um pouco pessimista, Ronaldo Costa prossegue: “Nunca fui a um local de prova com o pensamento de “já passei”. Afinal, não dependo apenas do meu desempenho, mas, do desempenho dos meus concorrentes também. Mas, esse pessimismo sempre ficou restrito às provas e não à pessoa em si, pois, entendo que todos somos capazes de alcançar nossos objetivos.”
Hoje Ronaldo Costa diz estar satisfeito com o trabalho profissional que executa mas, que ainda pensa em outras carreiras públicas. “Estou prestando concurso vestibular de Direito” – conclui ele.
RONALDO COSTA
Ronaldo Costa realizou o ensino fundamental em escolas públicas, sendo seu último estabelecimento de ensino nessa fase a Escola Estadual Roberto Langer Júnior.
Fez o ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET, cursando desenho industrial e estagiando durante 1,5 anos na área. Concluído o ensino médio, realizou concurso público na Prefeitura Municipal de Curitiba, ingressando no órgão como Auxiliar Administrativo, iniciando sua carreira pública e ali permanecendo por 5 anos.
O ensino superior foi feito na Universidade Federal do Paraná, na qual fez bacharelado em Informática.
Hoje, Ronaldo Costa ocupa o cargo de Analista Judiciário, prestando serviços na Secretaria de Informática do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
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(entrevista publicada no Jornal Concuso & Carreira Edição nº93) |
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