Entrevista com o professor Rodrigo Luz, de Relações Econômicas Internacionais, Economia e Comércio Internacional

Professor fala sobre a seriedade dos alunos do Curso Aprovação



Ele adora o que faz: dar aula. É objetivo e perseverante em seu propósitos e planos de vida. No seu relacionamento com os alunos vê sempre a possibilidade de ajudá-los, não só como alunos, mas também como pessoas. Estamos falando de Rodrigo Luz, professor com larga experiência em cursos preparatórios nas principais capitais brasileiras. Em sua visita a Curitiba ao Curso Aprovação, o professor diz que adorou a hospitalidade e o carinho com que foi recebido. Também se mostrou surpreso com sua estrutura, a qual, segundo ele, “é igual a dos melhores cursos do eixo Rio-São Paulo.

Em entrevista concedida ao Jornal Concurso & Carreira, o professor Rodrigo fala de seu trabalho, da influência dos cursos preparatórios e dá dicas aos candidatos para chegar ao êxito nos concursos públicos. Confira alguns trechos.


ENTREVISTA

Concurso & Carreira - Gostaríamos primeiramente que o senhor falasse do seu trabalho como professor, especialmente na preparação de candidatos para concurso público.

Prof. Rodrigo - O meu trabalho é muito gratificante. Eu adoro dar aulas. Não há nada mais prazeroso do que quando um aluno te diz: “Obrigado, Rodrigo. Você me ajudou a conquistar meu objetivo.” Eu me sinto recompensado por todas as horas que eu gastei preparando material e aula, lembrei-me de algo que o Vicente Paulo me falou na semana passada quando a gente se encontrou em SP. Eu estava na sala dos professores antes de iniciar a aula e ele me viu lendo a minha apostila e perguntou: “Rapaz, você está aprendendo agora a matéria para ensinar para o povo lá dentro?” Eu achei aquilo engraçado mas ao mesmo tempo muito revelador. Só quem já recebeu um agradecimento por ter mudado a vida de alguém tem a noção exata da alegria gerada e, ao mesmo tempo, da responsabilidade nas costas. É o ônus e o bônus. Se eu quero receber muitos agradecimentos (e isto eu quero sempre), eu preciso estar sempre me preparando. Não posso deixar a peteca cair. Eu costumo dizer que isto é um vício. Ajudar as pessoas para que atinjam seus objetivos. E ser reconhecido por isto. Eu tenho a possibilidade de ajudar a mudar a vida de uma pessoa e isto me faz extremamente cioso da minha função. Eu estou lidando com vidas e não com coisas.

Concurso & Carreira – Como foi a sua experiência no Curso Aprovação ?

Prof. Rodrigo - Adorei dar aulas no Aprovação. Adorei a hospitalidade e o carinho com que me receberam. Quando cheguei, estava um frio.... Mas logo percebi que o frio era só exterior. O pessoal da Administração, o Carlos André e o Paulo, principalmente, foram as pessoas com quem eu tive o maior contato. E me chamou a atenção o cuidado que eles tinham em atender os alunos. Eu pude presenciá-los duas ou três vezes na posição de amigo, de conselheiro, de psicólogo, quase a de sacerdotes ouvindo os alunos. E isto me deixou super satisfeito. Muitas vezes os alunos querem conversar apenas para desabafar. Contar algum problema ou mesmo apenas para dar risadas, pois a vida de concurseiro não é mole. E vi os dois fazerem bem o papel de suporte para essas pessoas. Os alunos são testados em todos os aspectos, não apenas no conhecimento das várias matérias. São testados também no aspecto psicológico, e cabe ao curso também prover o apoio psicológico. E tive a grata satisfação de enxergar isto no Aprovação.

Concurso & Carreira - O que mais chamou a sua atenção no Aprovação ?

Prof. Rodrigo - Além do que eu disse acima acerca do profundo respeito pelos alunos, eu tive uma surpresa também com a estrutura do curso. Sem querer bajular (graças a Deus, não gosto e nem preciso disso), não tinha visto ainda um curso com a sua estrutura, com ótimas salas e uma videoteca para reprisarem as aulas. Nunca havia sido filmado dando aula. Achei estranho no início mas depois, conversando com os alunos, eu vi que isto era importante para eles. E sendo bom para eles, acho que tudo é válido. Acho que um curso deve prover as melhores condições para os alunos poderem usar todo o seu potencial. Eu costumo dizer que não há professor nem curso que aprova uma pessoa. Mas que ajuda, ah! isso ajuda, e bastante...
Não adianta o aluno ter aulas com ótimos professores se ele não fizer a sua parte. Só aprende quem estuda. Não adianta nada o curso ter uma videoteca se o aluno não corre atrás das fitas...


Concurso & Carreira - A matéria que o senhor leciona ?

Prof. Rodrigo - São 3: Comércio Internacional, Relações Econômicas Internacionais e Economia.

Concurso & Carreira - Teria alguma recomendação especial aos alunos sobre sua matéria ?

Prof. Rodrigo - Sim. Ler jornal sempre. Esta recomendação eu dou para todos os meus alunos. Costumo brincar que devem ler a parte de Economia, não a coluna dos Esportes... Mas se quiserem contemplar o timaço do Flamengo, eu até abro uma exceção...

Concurso & Carreira – O que o senhor acha do desempenho dos alunos para concurso público ?

Prof. Rodrigo - Os alunos estão se conscientizando de que um concurso público não é uma loteria. Não existe mais essa idéia de que, saindo o edital, pode-se começar a estudar. Aquele que deixa para estudar quando sai o edital somente será aprovado se for um gênio oculto da humanidade. Eu ouvi uma frase, por coincidência no Aprovação, que se revelou de uma inteligência ímpar: “Fazer um concurso é como aplicar na bolsa: deve-se comprar na baixa e vender na alta.” Chamou-me a atenção justamente porque está relacionada à minha matéria. E é muito simples de ser entendida. Deve-se investir nos estudos enquanto não há concurso iminente. Deve-se acumular o conhecimento no decorrer do tempo. Com a acumulação crescente, chegará o concurso em que o aluno, mesmo estando num dia ruim, terá chegado a um grau tão grande de acumulação de conhecimento que não tem como não passar. Por este motivo, o desempenho dos alunos só tem melhorado.

Concurso & Carreira - Os alunos em Curitiba tem alguma característica diferente dos alunos de outras cidades brasileiras ?

Prof. Rodrigo - Lógico, todos somos diferentes. O que pude perceber em Curitiba é um alto grau de exigência. E como uma característica dos povos do Sul, têm uma conscientização política maior do que das outras Regiões. Isto é ótimo. Principalmente para desenvolver a minha matéria, que tem muita relação com a política econômica. Fica muito mais fácil discutir, por exemplo, o FMI com um povo politizado como o sulista. Tive boas discussões (adoro discutir porque aprendo mais com os alunos do que eles comigo) que ultrapassaram as paredes de aula. Já ia esquecendo de dizer: além de politizados, são também hospitaleiros. Chegamos a sair em grupo para tomar um bom vinho e comer uma bela pizza, apenas a comida japonesa ficou na promessa. Mas isto dá para resolver da próxima vez.

Concurso & Carreira - Fale de sua experiência como professor em cursos de outras cidades brasileiras.

Prof. Rodrigo - A única coisa que eu não gosto é que não consigo conhecer as cidades que visito. Falaram-me super bem de Curitiba, cidade-modelo, mas não conheci absolutamente nada. Era hotel-curso-hotel. Às vezes, uma parada numa pizzaria e pronto. De dia, com o sol brilhando não via nada. Entrava no curso com os primeiros raios da manhã. Saía com os últimos raios. Era sábado e domingo.Em Brasília é a mesma coisa. Tenho uma paixão pela História brasileira. É a razão de nós estarmos aqui hoje. Mas em Brasília, onde eu poderia viver (ou lembrar) momentos do passado, também não há tempo.Em São Paulo, tinha o maior interesse em ir ao Museu do Ipiranga, mas paciência... Pelo menos eu ficava no hotel cantando “Ouviram do Ipiranga...” Mas o melhor de tudo é, não conhecendo os locais, conheço pelo menos as pessoas. E quanto a isso, não posso reclamar. O povo brasileiro é maravilhoso.

Concurso & Carreira - Como o senhor vê a estrutura, o tamanho, a organização e os resultados do Curso Aprovação ?

Prof. Rodrigo - A organização do curso é igual à dos melhores cursos do eixo Rio-SP. Mas, como já disse, em relação ao tamanho e à estrutura não há igual. Em relação aos resultados, repito duas frases famosas: “Contra fatos não há argumentos.” e “Os números não mentem.”
O número de aprovados nos últimos concursos o credencia em qualquer forma de estatística.

Concurso & Carreira - O que o senhor diria aos candidatos que estão se preparando para os próximos concursos ?

Prof. Rodrigo - Não há fórmula mágica para se passar num concurso. Tem que meter a cara nos estudos e só.Quando eu ia prestar um concurso sempre pensava da seguinte forma: o maior concorrente sou eu mesmo, se acertar 100% da prova e se só tiver uma vaga, ela será minha com certeza absoluta. Não existe chance de eu ir ficar de fora. Sempre estudei para gabaritar e nunca me satisfazia com o segundo lugar. E considero que isto não é defeito, mas qualidade. Eu queria sempre ser o primeiro. Se não conseguisse, pelo menos estaria perto disso. Agora, se eu pensasse em ser o décimo num concurso com 10 vagas, tenho certeza que não conseguiria. Se você acompanha futebol, deve saber daquela máxima que diz que “time que entra para empatar perde.” Eu nunca entrei para empatar e sempre fui muito exigente como aluno e hoje continuo sendo como professor.

Concurso & Carreira - Que dicas o senhor daria para o aluno que está às vésperas de prestar provas para um processo seletivo ?

Prof. Rodrigo - Esqueça os outros. Pense exclusivamente em você. Tente ser perfeito. Nunca se acomode se errar uma questão. Não se conforme. Nunca. Esteja sempre em busca dos 100%. Não se acomode. No futebol, eu diria: “Não existe bola perdida.”
Mas, se depois de tudo isso, não conseguir ser perfeito, não se desespere. Você já passou. Pode relaxar agora.

Concurso & Carreira - O que o senhor acha da credibilidade dos cursos preparatórios, e o que é necessário para conseguir isto ?

Prof. Rodrigo - A credibilidade não pode ser comprada nem seqüestrada. Ela vem naturalmente. Tratando com respeito os alunos, tratando com respeito os professores, cumprindo o seu papel social de ajudar aqueles que querem ser ajudados. Ajudar é a palavra que deve estar estampada em todas as paredes de todas as casas, cursos e corações. Ajudando a construir a ética no serviço público, estaremos construindo um futuro melhor para nós mesmos e para os nossos filhos. Até breve. Como cantaria Milton Nascimento “Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar...”