[17/08/05] Entrevista com Andréia Karla Dorce, Técnica Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
 
Andréia Karla Dorce, Técnica Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

Técnico Judiciário: uma carreira em crescimento


Estudo, determinação, disciplina e muita dedicação, esta foi a fórmula aplicada pela jovem Andréia Karla Dorce aprovada no concurso, realizado em 2001, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Andréia foi classificada em 55º lugar disputando o cargo de Técnico Judiciário entre outros oferecidos pelo Tribunal. Na época, Andréia exercia a função de estagiária no Tribunal e concorreu com cerca de 7.000 inscritos a 88 vagas oferecidas pelo órgão, (uma média de 79 candidatos por vaga). Ela já havia feito concurso para o IBGE, apenas como experiência. “Para a gente conseguir alguma coisa tem que querer e muito. Eu estava determinada a passar no concurso e por isto me dediquei ao máximo e consegui ser aprovada”, diz Andréia.

Ela não esconde seu estado emocional durante as provas e confessa que sentiu medo, especialmente na segunda fase, que era classificatória, mas conseguiu superar o nervosismo e se concentrar. “Se a gente sabe a matéria é só se acalmar e prestar atenção na prova”, comenta. Andréia fez curso preparatório, estudou com seu namorado, (que não foi aprovado no concurso) e trocou idéias com alguns colegas, também estudava três horas, diariamente, com maior empenho nos finais de semana, isto tudo, durante três meses. Hoje, com apenas 20 anos, ela já ocupa o cargo de chefe da Seção de Desenvolvimento Divisão de Recursos Humanos do Tribunal. Para ela, a receita de sucesso é dedicação e determinação.

Cursando a faculdade de administração, Andréia quer continuar crescendo na carreira pública. Um dos motivos que a levou a optar pelo serviço público foi a estabilidade. No próximo ano ela pretende fazer outros concursos e fazer isto com maior eficácia aumentando seu tempo de estudo para continuar se atualizando. “É mais difícil a gente ser mandado embora de um emprego público, mas ainda assim corremos este risco, por isto temos que nos dedicar e continuar crescendo profissionalmente”, diz Andréia.

Trabalhando na área de Desenvolvimento e Recursos Humanos, “uma atividade que requer inovação, Andréia está aberta a mudanças. Determinada em suas posições ela diz ter optado pela carreira pública para ter o futuro e segurança que a carreira oferece. “Eu quero sossego, tranqüilidade, um padrão de vida melhor e me esforçar por um crescimento profissional, sem stress. No setor privado a gente não sabe o que vai acontecer amanhã o crescimento profissional, pode ser maior, mas não há segurança.

Andréia lembra que hoje, a carreira pública exige muito mais preparo das pessoas tanto para ser aprovado no concurso, como para se manter no cargo. Mesmo depois de contratado o servidor continua sendo avaliado. “Cada vez mais o serviço público está criando mecanismos de avaliação para que só permaneçam nos cargos funcionários competentes e que estejam dispostos a trabalhar”, comenta Andréia.

(entrevista publicada no Jornal Concuso & Carreira Edição)