[22/08/05] Entrevista com Rodrigo Padilha Roncada – Técnico da Receita Federal na Delegacia da Receita Federal em Paranaguá/PR
 
"Eu não estava gostando do meu emprego na iniciativa privada na época assim como alguns amigos que já estavam começando a estudar para concursos públicos. Então resolvi tentar também. O meu salário de então era o mesmo publicado no edital para o cargo pretendido e não foi o que me motivou naquele momento. Os outros atrativos como estabilidade, contavam com muita certeza, mas, o que eu procurava era a realização profissional."

ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO, FATOR DETERMINANTE NO CONCURSO DE TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL


Realização profissional. Essa deve ser, na opinião de muitos trabalhadores profissionais experimentados nas mais variadas áreas de atividade, a principal motivação de uma pessoa na busca de uma colocação no mercado de trabalho, ao contrário do que ocorre em muitas oportunidades, quando o ganho financeiro “fala” mais alto. Isto porque, o trabalhador realizado, satisfeito com o que faz, produz mais e melhor e, o ganho financeiro é apenas uma conseqüência disso.

Foi a busca da realização profissional, que levou – por exemplo – Rodrigo Padilha Roncada a fazer o concurso público de Técnico da Receita Federal em 2003. “Eu não estava gostando do meu emprego na iniciativa privada na época – diz ele – assim como alguns amigos que já estavam começando a estudar para concursos públicos. Então resolvi tentar também. O meu salário de então era o mesmo publicado no edital para o cargo pretendido e não foi o que me motivou naquele momento. Os outros atrativos como estabilidade, contavam com muita certeza, mas, o que eu procurava era a realização profissional.”

Ressalte-se que Roncada graduou-se em Engenharia Eletrônica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET/PR – em Curitiba/PR, em 2002, passando a trabalhar no setor de tecnologia de uma instituição financeira de São Paulo.

“Comecei a demonstrar interesse pela área de concursos públicos – revela ele – em 2003. Na ocasião havia sido publicado o edital da Escola de Administração do Exercito – ESAEX – para Oficial do Exército Brasileiro. Dentre as várias áreas de formação havia 20 vagas para informática e a concorrência era superior a 100 candidatos por vaga, para todo o Brasil. Realizei o concurso e classifiquei-me em 28º lugar. Cheguei a realizar as próximas etapas, testes físicos e de saúde, mas, não houve desistências e não fui convocado. Logo depois saiu o edital da Receita Federal da Nona Região Fiscal, na qual a concorrência foi de 56 candidatos por vaga. Classifiquei-me em 22º lugar e dentre as unidades da Receita Federal onde havia vagas na região optei pela Delegacia da cidade de Paranaguá/PR, tendo sido alocado na Seção de Tecnologia e Segurança da Informação- SATEC. Mais tarde fui nomeado chefe substituto da seção, função que ocupo.”

VENCENDO O DESAFIO

Obter aprovação e classificação num concurso público, sobretudo hoje em dia, pode ser considerado um desafio, em função, entre outras coisas, do grande número de candidatos por vaga.

No caso de Rodrigo Padilha Roncada o desafio veio antes. “Preparar-me para esse concurso foi um desafio – lembra ele – pois, eu não tinha conhecimento da maioria das matérias. Por outro lado, eu já tinha uma base de contabilidade e também já tinha estudado Português e Informática para o concurso da ESAEX. Nas provas acabei me saindo melhor nessas disciplinas e nas outras mantive uma quantidade regular de acertos. Saí-me mal em Direito Tributário, que acredito ter sido a matéria mais difícil do concurso de 2003. Foram cobradas muitas questões referentes à legislação tributária, algumas abordando detalhes, o que tornou a prova bem difícil.”

ORIENTAÇÕES

Solicitamos a Rodrigo Padilha Roncada que, com base no seu preparo e no concurso que fez, dê algumas orientações a futuros candidatos ao cargo de Técnico da Receita Federal.

Eis a sua resposta: “Na minha opinião a maior dificuldade é o gerenciamento do estudo de várias disciplinas que, no caso da Receita Federal, abrangem assuntos diversos. O candidato deve identificar aquelas que possuem maior dificuldade e priorizá-las. A prática de exercícios é a melhor forma de fixar os conteúdos e principalmente no caso das matérias que envolvem cálculo, ajuda o candidato a resolver as questões de maneira mais automática, economizando tempo para ser aplicado em outras questões da prova. O tempo, aliás, é fato determinante e deve ser bem administrado durante as provas. Um curso preparatório auxilia bastante nesse aspecto, pois, os professores ensinam essas estratégias que ajudam na hora da prova e também porque geralmente as pessoas são mais auditivas, fixando melhor o conteúdo das matérias através de aulas.”

ATRIBUIÇÕES

Mas, afinal, o que é ser Técnico da Receita Federal? Quais são suas atribuições?

Rodrigo Padilha Roncada diz que “o ocupante do cargo de Técnico da Receita Federal, pertencente à carreira Auditoria da Receita Federal, juntamente com os Auditores Fiscais da Receita Federal e demais servidores administrativos, desenvolve as atividades do órgão que são basicamente exercer a fiscalização, arrecadação e orientação ao contribuinte, referente aos impostos e contribuições federais e o exercício do controle aduaneiro dos portos, aeroportos e pontos de fronteira do território brasileiro.

 

"Eu não estava gostando do meu emprego na iniciativa privada na época assim como alguns amigos que já estavam começando a estudar para concursos públicos. Então resolvi tentar também. O meu salário de então era o mesmo publicado no edital para o cargo pretendido e não foi o que me motivou naquele momento. Os outros atrativos como estabilidade, contavam com muita certeza, mas, o que eu procurava era a realização profissional."

Profissionalmente, acho muito interessante e motivador o trabalho realizado, devido à sua importância e contribuição na viabilização das atividades do Estado brasileiro. Nesse aspecto creio ter encontrado no serviço público o tipo de trabalho condizente com o meu perfil profissional.”

PERFIL DO TÉCNICO

A cada concurso público de Técnico da Receita Federal, é grande o número de candidatos interessados em conquistar uma vaga nessa carreira profissional. Mas, qual é o perfil mais indicado a um candidato desses?

Vejamos o que tem a dizer Rodrigo Padilha Roncada sob esse aspecto: “O perfil do Técnico da Receita Federal deve reunir as qualidades estabelecidas pela instituição para o cumprimento da sua missão e o atendimento da sua visão de futuro, as quais podem ser consultadas no sítio da Receita Federal na internet. Resumidamente, deseja-se o que qualquer outra instituição pública ou privada procura ao selecionar seus recursos humanos, dinamismo, eficiência, boa habilidade de comunicação e principalmente interesse nas atividades realizadas. O trabalho da Receita Federal não é ensinado nas universidades e os cursinhos preparam o candidato apenas para passarem no concurso. O curso de formação dá uma boa visão geral da coisa, mas, também não é o suficiente para que o TRF saia desempenhando suas atividades com autonomia e independência. Por isso é necessário candidato possuir essas qualidades, para que possa desempenhar da melhor forma suas atividades. Para os que possuem tais qualidades, principalmente os que são pró-ativos, a Receita Federal é um prato-cheio.”

PARANAGUÁ

Depois de ressaltar que “o concurso público realizado através de provas com questões bem elaboradas e direcionadas para a área de atuação do cargo a ser preenchido é capaz de selecionar bons recursos humanos e com certeza é a forma mais justa de se fazer isso, uma vez que a seleção não fica sujeita à discricionariedade de quem a realiza”, Rodrigo Roncada, que ocupa o cargo de Técnico da Receita Federal na Delegacia da Receita Federal de Paranaguá/PR, na Seção de Tecnologia e Segurança da Informação – SATEC, acrescenta: “A DRF – Paranaguá exerce o controle aduaneiro sobre os portos de Paranaguá e de Antonina, além da administração dos tributos internos de toda a região litorânea do Estado do Paraná. O porto de Paranaguá é o maior do sul do Brasil e o maior na exportação de grãos, sendo utilizado também pelo Paraguai através de tratado firmado com nosso país. Isto tudo justifica a importância da unidade para a região fiscal e para o cumprimento dos objetivos referentes a arrecadação e desenvolvimento econômico do país.”

“Para aqueles que forem aprovados no concurso de Técnico da Receita Federal/Nona Região – conclui Rodrigo Padilha Roncada – recomendo a nossa unidade em Paranaguá. Para os que não forem aprovados, que não desanimem e continuem os estudos, pois, existem muitas matérias que podem ser aproveitadas para outros concursos e o preparo é o requisito fundamental para sua aprovação. Boa sorte a todos.”

 

(entrevista publicada no Jornal Concuso & Carreira Edição n°102)