“Hoje,
qualquer pessoa pode ingressar no serviço público
através de concurso. Perante o concurso público
todos os candidatos são iguais. O que faz a diferença
é o nível de preparo dos interessados.”
Aos 12 anos de idade, Mozar de Ramos já iniciava
sua vida profissional como atendente de posto telefônico
na cidade de Pitanga/PR, onde residia. Hoje, aos 31 anos
de idade, detentor de curso superior e com duas pós-graduações,
servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná,
órgão no qual ingressou mediante concurso
público de Técnico Judiciário realizado
em 1995, ele concorda com o fato de que, quanto antes
a pessoa iniciar sua vida profissional, mais cedo ganhará
experiência e melhor preparada estará para
o futuro.
“Participar de concurso público – lembra
ele – é como estar numa fila. Estar na vez
é apenas uma questão de tempo e de perseverança.
Se a pessoa não for aprovada hoje, será
aprovada amanhã. O importante é ir agregando
conhecimentos, até chegar a sua vez. “
O concursando – na opinião de Mozar –
não pode ficar à espera da publicação
de um edital, para então pensar no que fazer. “Concurso
é planejamento. Quem começar a se preparar
antes, terá uma chance a mais. Concurso é
como cursar uma faculdade. É preciso investir,
leva tempo, mas, o dia chega.”
Mozar de Ramos considera o concurso público um
instituto sério, confiável, destacando que
as pessoas que fazem parte das comissões organizadoras
são idôneas. “O concurso público
dá o mesmo direito a todos os participantes. É
aprovado quem estiver melhor preparado, sendo que, no
tocante à questão sorte, poderíamos
dizer que ela não representa mais do que meio por
cento no desempenho do candidato. O resto é preparação
pura.”
A
CARREIRA
Quando fez concurso público de Técnico Judiciário
– nível escolar médio – do Tribunal
Regional eleitoral do Paraná, em 1995, Mozar de
Ramos foi aprovado e classificado em 11º lugar, disputando,
com cerca de 3.000 candidatos, apenas 36 vagas.
“A carreira de Técnico Judiciário
do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná –
explica ele – proporciona ao servidor um leque grande
de opções no tocante à escolha da
área de atuação, tais como a financeira,
a judiciária , a de orçamento, de informática,
de recursos humanos, de atendimento ao eleitor, de administração
de toda a estrutura organizacional da justiça eleitoral
e ainda pode atuar junto aos cartórios eleitorais.
Por outro lado, o servidor tem a possibilidade de alternar
entre essas áreas também.”
Destaque-se que, ao ingressar nessa carreira, o servidor
recebe a remuneração equivalente ao Padrão
1. Após três anos de estágio probatório,
é alçado ao Padrão 4 e a partir deste
ponto sobe um Padrão a cada ano, até atingir
o Padrão 15, que é o topo. Ao longo dessa
ascensão, o servidor tem o seu desempenho avaliado
e terá que fazer no mínimo 20 horas de treinamento
por ano, proporcionado pelo próprio TRE, na sua
área de atuação. Isso significa que,
o servidor, ao longo da sua carreira, progride profissional,
salarial e intelectualmente. Além disso, dependendo
do seu desempenho e da existência da oportunidade,
a qualquer momento pode ser convidado para exercer uma
função comissionada, com a compensação
salarial relativa ao cargo.
“O Técnico Judiciário – acrescenta
Mozar – pode solicitar ainda a mudança de
sua área de atuação, desde que haja
vaga no setor de seu interesse. O importante é
que ele tem total possibilidade de trabalhar na área
com a qual tem mais afinidade. O Técnico trabalha
basicamente com processos administrativos. Para quem está
iniciando a vida profissional, trata-se de uma carreira
atraente, tranqüila, possibilitando o conciliamento
de horários e a realização de outros
planos, proporciona estabilidade e o salário inicial
é condizente.”
RESPONSABILIDADE
Mozar de Ramos faz questão de ressaltar que
o trabalho do Técnico Judiciário do
TRE/PR é de grande responsabilidade, desde
a redação de um simples ofício
até o acompanhamento de um processo de eleição
em municípios do interior do Estado. “Quando
faz o acompanhamento de uma eleição
num município, por exemplo – diz Mozar
– esse servidor é responsável
por cada detalhe do pleito.”
Ele cita o seu próprio exemplo, quando, no
ano de 2000, foi enviado ao núcleo eleitoral
da cidade de Guarapuava/PR, envolvendo outros 26 municípios
e teve sob sua responsabilidade todo o processo da
eleição da área, providenciando
para que tudo funcionasse perfeitamente e o sucesso
do pleito fosse alcançado.
Outro fato destacado por Mozar, ao dizer que o Técnico
Judiciário tem que zelar muito pelo seu trabalho
e dar bom atendimento aos eleitores, que é
o principal cliente, é o de que o Tribunal
Regional Eleitoral do Paraná detém o
certificado de qualidade da série ISO no que
diz respeito ao atendimento ao público. “Assim,
o servidor tem que levar em alta consideração
a questão da qualidade do serviço que
executa.” |
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NÃO
É SÓ O SALÁRIO
Está havendo uma enxurrada de candidatos a concursos
públicos, tendo como causas principais a estabilidade
no emprego e os bons salários, estes se comparados
com os praticados na iniciativa privada.
No entanto, na opinião de Mozar de Ramos, o candidato
a um emprego público tem que definir antecipadamente
sobre o que quer na sua vida profissional e não
pensar somente no dinheiro. “Para ser aprovado num
concurso é necessário estabelecer um plano
de ação, controlar o tempo, ter disciplina,
investir” – diz ele, acrescentando: “e
o mais importante de tudo, cumprir fielmente o planejado.
Planejamento é a palavra chave para quem quer ser
aprovado. No mais, é só aguardar na fila
que a hora do sucesso chegará.”
MOZAR
DE RAMOS
Mozar de Ramos é natural da cidade de Pitanga/PR
e formado em administração de Empresas,
em 2002, pela FAE Business School – Faculdade Católica
de Administração e Economia.
Em 2003 fez pós-graduação na FAE
na área de Desenvolvimento Gerencial e em 2004
na área de Controladoria. É Professor de
Controladoria, neste mesmo estabelecimento de ensino superior,
nos cursos de Administração e de Ciências
Contábeis.
Ministra também aulas de Gerenciamento de Projetos,
destinadas às Associações de bairro
de Curitiba e Região Metropolitana, num trabalho
em parceria entre a FAE e o Governo do Paraná.
É palestrante, em diversas instituições
de ensino superior, sobre temas a respeito de Ética
nas Empresas Públicas e de Planejamento Estratégico.
Em 1990, ele foi aprovado e classificado em primeiro lugar
no concurso público de Auxiliar de Fiscalização
da Prefeitura Municipal de Pitanga, assumindo o cargo
e exercendo-o até 1993. Neste mesmo ano foi aprovado
e classificado em primeiro lugar no concurso público
de Técnico em Telecomunicações da
Empresa de Telecomunicação do Paraná
– TELEPAR – região de Guarapuava/PR.
Em 1994 foi aprovado e classificado em terceiro lugar
no concurso público de Agente Administrativo do
Banco do Estado do Paraná. Além disso, acumula
experiência profissional obtida nos cargos de Auxiliar
de Auditoria, Assistente de Auditoria e Auditor da empresa
paranaense Trombini papel e Embalagens, nos anos de 1994/95.
Além disso, obteve destaque quando era formando
em Administração pela FAE, classificando-se
em primeiro lugar, entre todos os alunos da instituição,
no Provão do Ministério da Educação
e Cultura