Entrevista com o Analista Financeiro Alexandre Campos Gomes de Souza
 

Banco Central do Brasil

 

O Banco Central possui representações em várias capitais brasileiras. A de Curitiba, que representa não só o estado do Paraná, mas também o de Santa Catarina, não é das maiores, sendo superada, em tamanho e contingente efetivo pelas regionais de São Paulo e Rio de Janeiro, além da sede em Brasília. Formado em Engenharia Elétrica , o analista Alexandre Campos Gomes de Souza, quando prestou o concurso para o Banco Central , em 1994, teve a opção de escolher a praça em que iria trabalhar.

O carioca optou por Curitiba, pela perspectiva de unir um bom emprego e realização profissional a uma qualidade de vida maior.

Trabalhando na área de ilícitos cambiais, Alexandre coloca como função genérica do setor (que conta com 15 funcionários) o monitoramento do mercado de câmbio, no qual a preocupação é verificar se há algum ato ilícito nas operações. Este ato pode aparecer de diversas maneiras: por um indício de lavagem de dinheiro, através de um crime contra o sistema financeiro, de uma saída ilegal de recursos, entre outros. “Trabalhamos muito com o pessoal da Receita Federal, da Polícia Federal e do Ministério Público porque nosso trabalho tem esse rumo de observar as operações de câmbio efetuadas e verificar se elas contêm algo mal explicado”, coloca o analista. No caso, o sucesso da verificação depende em muito da capacidade técnica da equipe de analistas, especializada em atividades bancárias.

Prevenção
O processo, no entanto, é feito de modo a prevenir que o sistema financeiro seja usado para consecução de atos ilícitos. Para uma realização sistemática dos trabalhos sob sua responsabilidade , o Banco Central se subdivide nas regionais em gerências técnicas , para as quais o funcionário é direcionado de acordo com seu perfil profissional. No entanto, ele diz que o Banco Central procura profissionais que tenham uma capacidade bastante desenvolvida em entender as demandas sociais . “O servidor do Bacen precisa ter um espírito público aguçado para perceber as dificuldades do país e usar essa percepção como mola propulsora na carreira”, diz.

Para os que não se prendem a uma única ocupação na vida, ele dá uma grande notícia: “no Banco Central, além do trabalho interessante e bem remunerado, você tem boas perspectivas de crescer profissionalmente e pessoalmente ,como, por exemplo, a de participar no programa de mestrado ou doutorado da Autarquia “, revela Alexandre, que tem mestrado na área de Finanças e coordena o curso de pós graduação em Comércio Exterior na PUC-PR.