Algumas dicas quentes para você ter sucesso na resolução das questões. Fique tranqüilo durante a prova e boa sorte!
Profª Noely R. X. de N. Landarin
Interpretação e Compreensão de Texto
1. Não extrapole o que está escrito no texto. Muitas vezes , por se tratar de fatos reais, acaba-se interpretando o que não está escrito. Atenha-se somente às informações que estão relatadas.
2. Sublinhe as palavras-chave do enunciado, para evitar de entender justamente o contrário do que está escrito. Leia duas vezes o comando da questão, para saber realmente o que se pede.
3. Se o comando pede a idéia principal ou tema, normalmente deve situar-se no primeiro ou no último parágrafo - introdução e conclusão.
4. Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.
5. Se a questão for de vocabulário, é necessário atentar para as pistas contextuais e eliminar o que é absurdo no texto.
Tipologia Textual - Tradicionalmente, no que tange à tipologia, pode-se classificar os textos em descritivo (fotografia com palavras), narrativo (relato de um fato, real ou fictício) e dissertativo (exposição de idéias, com base em raciocínios).
Coesão/Coerência - Não se esqueça de que enquanto a coesão se preocupa com a parte visível do texto, sua superfície, a coerência vai mais longe, preocupa-se com o que se deduz do todo.A coesão está diretamente ligada aos vocábulos relatores.
* Relações de Sentido
Causa: Os motoristas fizeram greve porque desejavam aumento de salário.
Fim: Os motoristas fizeram greve para conseguir aumento de salário.
Conseqüência: Os motoristas fizeram tantas greves que conseguiram aumento de salário.
Pontuação
* Emprego da Vírgula
1. Não separe os termos essenciais da oração (sujeito / predicado / complemento) com vírgula. Exemplo: As tardes ensolaradas da primavera traziam doces lembranças ao velhinho. (informação básica – nunca separada por vírgula)
2. Se houver elemento intercalado (adjunto adverbial), utilize as duas vírgulas ou nenhuma. Exemplos: Comunico-lhe que, a partir desta data, atenderemos em novo endereço. Quase sempre, as tardes ensolaradas da primavera traziam doces lembranças ao velhinho. (adjunto adverbial antecipado – vírgula facultativa)
3. Oração subordinada antecipada deve vir sempre separada por vírgula. Exemplo: Embora estivesse muito cansado, compareci à reunião.
* Emprego do ponto e vírgula: Exemplo: Os indignados réus protestaram; os severos juízes, no entanto, não cederam. (conjunção intercalada na 2ª oração)
A palavra SE - classificação
a) índice de indeterminação do sujeito - acompanha VTI / VI / VL , ou seja, verbo que não tem objeto direto. Exemplos: Precisa-se de empregados. Vive-se bem nesta cidade. Era-se feliz aqui.
b) pronome apassivador - acompanha VTD, com sujeito paciente. Exemplos: Aluga-se esta fazenda. Vendem-se apartamentos. Cartas de amor não devem rasgar-se.
Concordância Verbal e Nominal
Esse assunto é cobrado em questões de estruturação sintática. Cuidar com o sujeito posposto , o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
* Verbos Impessoais - somente SINGULAR: verbos Haver = existir / Fazer = tempo - somente no singular (sujeito inexistente). V. auxiliar – mesma regra. Exemplo: Haverá menos vagas no próximo concurso. / Faz anos que não a vejo.
* Sujeito Oracional - verbo no singular. Exemplo: Ainda falta comprar os cartões.
* Sujeito Composto Posposto - concordância com o mais próximo ou no plural. Exemplo: Enquanto ele não vinha, apareceu(-ram) um jornal e uma vela.
* Concordância Nominal - o adjetivo concorda com o substantivo em gênero e número. Sempre invariáveis: menos, pseudo, alerta, a olhos vistos, de modo que, de maneira que, exceto, de sorte que. Variam normalmente: mesmo, próprio, obrigado, quite, leso, anexo, incluso, nenhum. Bastante(s)(= muitos); só(s) (= sozinhos); meio(a) (= metade). ATENÇÃO: Haja(m) vista.
Regência Verbal/Nominal
Trata da relação verbo/nome e seus complementos. O VTI exige preposição. Perguntar ao verbo que preposição é exigida por ele. Quem simpatiza, simpatiza com (por exemplo). Os pronomes relativos vêm acompanhados de preposição, dependendo da regência do verbo. (Exemplo: A senhora a cuja casa me referi. O médico com quem simpatizo.). OU da regência do NOME (Exemplo: Ninguém conseguiu esquecer a cilada de que ele foi vítima. (vítima de)
A ocorrência da crase está ligada à regência.
ATENÇÃO: Não existe: Informei-lhe de que a prova seria adiada (dois OI).
VERBOS: ASSISTIR = ver / ASPIRAR = almejar / VISAR = pretender - não aceitam voz passiva.
ERRADO: O futebol foi assistido por milhares de torcedores. Cuidado com os verbos que têm mais de um sentido e regências diferentes.
Crase
* Substituir A por AO: Não me refiro à secretária, mas ao secretário.
* a(prep.) + a(artigo) = à (para a(s), pela(s), com a(s), na(s), da(s)). Cheguei à fazenda cansado.
* a(prep.) + aquele(a), aquilo = àquele(a), àquilo - (= a este, a esta, a isto). Não fiz referência àquilo. = a isto
* a(prep.) + a(pron demonstrativo) = à – (=aquela) . Esta revista é igual à que li. (= aquela)
* a(prep.) + à qual = à qual – (= ao qual). A cidade à qual iremos. (= O lugar ao qual iremos)
ATENÇÃO
Sem Crase - A(sing) ao lado de palavra no plural. Exemplo: Não assisto a novelas.
Sem Crase - Verbo. Exemplo: Ele começou a gritar.
Sem Crase - Pronomes em geral (de tratamento - Vossa Senhoria...), possessivos (esta, essa), relativos (cuja, quem), indefinidos (alguma, toda, cada, várias).
Sem Crase - Palavras repetidas (frente a frente).