Aula 01 | 31/01/05 - Obra propõe reflexão sobre a vida


" Depois que a gente passa no concurso, a vida adquire novas cores e novos rumos. Incentivo as pessoas ao estudo e ao concurso, pois a aprovação sempre chega para que se esforça o suficiente, além de resolver os problemas de emprego, estabilidade e remuneração certa mensal, permite pensar em outros temas"

Autor do best-seller “Como passar em Provas e Concursos e de 17 livros com mais de 151 mil exemplares vendidos, o Juiz Federal, escritor e conferencista, William Douglas dispensa maiores comentários. Em entrevista ao Jornal Concurso & Carreira o escritor fala de seu novo livro, “A Última Carta do Tenente “, uma obra de ficção inspirada em fatos reais, como o naufrágio do submarino russo Kusk e o sacrifício dos marinheiros do submarino vitimados por um acidente em agosto de 2.000.

O livro propõe uma reflexão ao leitor sobre o dom da vida e o valor das oportunidades. “Podemos mudar nossas vidas, fazer o que realmente consideramos importante enquanto há oxigênio para respirar”, comenta o autor. Campeão em aprovação nos concursos públicos o doutor William não poderia deixar de falar sobre o tema. Na opinião do Juiz, o concurso público é uma oportunidade para melhorar nossa vida. A aprovação em concurso resolve muitos problemas trazendo uma séria de benefícios proporcionando mais tempo e dinheiro para cuidar de assuntos importantes como: família, lazer, saúde e etc. Saiba mais sobre esta importante obra de William Douglas na entrevista abaixo.


" Gosto de trabalhar com maior grau da realidade que estiver disponível. O que é chocante é o drama do Kursk e de todos os que vivem sem perceber o valor da vida"
Por Sônia Zuchetto
C&C | O senhor tem usado suas obras para falar sobre vida, incentivar as pessoas e ainda citar sua experiência pessoal, além de uma trajetória profissional de sucesso. O que o levou a escrever “A última Carta do Tenente”, uma ficção em cima de uma realidade que revive a tragédia do submarino russo Kursk ?

Willian Douglas | Depois que a gente passa no concurso, a vida adquire novas cores e novos rumos. Incentivo as pessoas ao estudo e ao concurso, pois a aprovação sempre chega para quem se esforça o suficiente, além de resolver os problemas de emprego, estabilidade e remuneração certa e mensal, permite pensar em outros temas. Depois, que eu passei nos concursos, pude me dedicar mais ao magistério, ao livro sobre Como passar em provas e concursos, ao esporte (corri a maratona de Curitiba de 2001) e, agora, a este livro.

C&C | Como foi a experiência e os motivos que o levaram a escrever o livro. Considera esta experiência positiva ?

Willian Douglas | Há seis meses acordei de repente à noite e tive a sensação de que poderia morrer em questão de horas. Daí, quis fazer uma espécie de testamento emocional, de valores, que deveria ser rápido e curto. Devia ser, necessariamente, uma carta breve, antes que se esgotassem as poucas horas que talvez me restariam de vida. Acabei escrevendo o texto original em oito horas. Acudiu-me o fato de ter pouco tempo para escrever, vez que a urgência força a objetividade. A idéia foi criar uma situação em que o autor estivesse isolado do mundo e só restasse escrever. Depois relacionei meu insight literário com a tragédia do Kursk onde os marinheiros do submarino russo ficaram em situação idêntica. Houve um acidente em que, de 118 marinheiros, só 23 sobreviveram. Apesar do grande esforço mundial para salvá-los, eles mesmos sabiam que teriam menos de 24 horas de vida. Com certeza, nestas poucas horas houve a reflexão sobre o valor e o sentido da vida.

C&C | A idéia do livro passa de alguma forma, uma mensagem positiva para as pessoas ?

Willian Douglas | A urgência do tempo e a proximidade da morte faz com que as pessoas se analisem e questionem sobre o que importa em essência. Foram experiências fortes e de introdução ao ato de morrer que me remeteram ao naufrágio do submarino russo, realçando o fato de que nós não estamos presos inexoravelmente, pois podemos mudar nossas vidas, fazermos o que realmente consideramos importante enquanto há oxigênio para respirar. Assim, quem pensar no tema, e ainda tiver a chance de ter vida pela frente, certamente vai dar mais valor a este dom, o dom da vida, e ao valor das oportunidades.

C&C | E como isto se aplica aos concursandos?

Willian Douglas | O concurso é um dos melhores meios para nossa vida melhorar. As oportunidades são grandes e é maravilhoso o prêmio para quem paga o preço de esforço e dedicação até ser aprovado. Deste modo, quem está pensando em concurso deve se motivar ao saber que a aprovação no concurso, como disse, resolve uma série de problemas, traz uma série de benefícios e proporciona mais tempo e dinheiro para cuidar de outros assuntos importantes. Família, lazer, saúde, esporte, leitura, cinema, viagens e outros assuntos que passam a ser mais fáceis depois do concurso. Além disso, assim como tem muita gente que sonha com o cargo, também conhecemos muitas pessoas para as quais o concurso não é o objetivo principal mas, a porta para outros sonhos. Assim, para quem quer mais tempo com a família ou obter meios de financiar outros sonhos, o concurso é uma excelente opção.

C&C | Para quem pensa em concursos, vale a pena ler o seu novo livro?

Willian Douglas | Quem pensa em concursos deve dividir bem o tempo entre estudo (muito, inclusive com exercícios e simulados) e lazer (o necessário para estar bem e equilibrado). Primeiramente, indico a leitura do meu livro "Como passar em Provas e Concursos", também publicado pela Editora Impetus, onde apresento aos meus leitores uma visão sistemática e abrangente de técnicas de otimização do estudo e do desempenho, que são ferramentas determinantes para o candidato alcançar o objetivo de ter sucesso em provas e concursos. O livro "A última carta do Tenente", não fala de temas do edital: com certeza
não é classificado como estudo, no entanto, em horário de lazer, penso que ler o livro (que é curto) possa ser interessante, mas como o que ele é: uma pausa para ler (que é sempre bom) e para refletir, desligar um pouco do estresse típico dos concursos, relaxar. Também penso que o livro seja um presente legal e, óbvio, qualquer autor deseja que seu livro seja lido e apreciado. Nesse sentido, aproveito para pedir que aqueles que lerem, me
mandem sua opinião (e-mail: williamdouglas@williamdouglas.com.br )

C&C | Como está sendo a recepção do público à obra “A Última Carta do Tenente” ?

Willian Douglas | Muito boa. O livro foi lançado recentemente, e já tenho recebido elogios. Tem sido comum pessoas comentarem comigo que o livro os comoveu e os incentivou a uma reavaliação da vida. Como disse, todo escritor fica feliz com isso, com sua obra sendo lida e influenciando a emoção ou o pensamento de quem a leu.

C&C | O livro pode ser considerado uma reflexão sobre a vida e a morte ?

Willian Douglas | Sim, pois ao confrontar o leitor com a iminência da morte de outrem, permite a reflexão e, ao contrário dos marinheiros do Kursk, a mudança de rotas e comportamentos.
Costumo citar uma pergunta que certa vez ouvi: “Para quem você ligaria se tivesse apenas cinco minutos de vida e o que diria?”. O interessante é que eu faço essa pergunta e as pessoas em geral me contam que não estão dizendo o que gostariam para as pessoas que são importantes para elas.A proposta é não esperar a hora derradeira, ou estar moribundo, para dizer o que deve ser dito, até porque nem sempre se tem essa chance. Nesse passo, o pessoal do Kursk ainda teve a chance de escrever uma carta derradeira.

C&C | Algum concursando pode desistir de concursos se refletir sobre o que vale a sua vida?

Willian Douglas | É possível. Se ele está indo atrás do que não é o melhor para ele, ou do sonho de outra pessoa, talvez a melhor idéia seja mudar de planos e desistir do concurso. Mas isso é raro e traz algum risco. Eu sempre sugiro para que quem pensa em desistir que deve primeiro passar em algum concurso, tomar posse e pedir exoneração depois, se quiser. Assim ficará menos frustrado, terá resolvido bem uma fase da vida antes de passar para outra. Além disso, como já mencionei, o concurso nem sempre é o sonho: ele pode ser a porta para o sonho. Alguém que tenha outros prazeres ou objetivos de que gosta mais, pode conciliar o concurso com eles. O concurso pode servir como passagem e financiamento. Na maioria das vezes, ou é o sonho da pessoa ou é uma das melhores oportunidades de realização, status e segurança.

C&C | Que dicas o senhor daria para as pessoas aproveitarem melhor a vida ?

Willian Douglas | Lembrar que só temos uma, que ela é preciosa e que é um dom. Aprender a dividir o tempo entre os cuidados com o futuro e o presente. O futuro nos impele ao estudo, ao trabalho, ao concurso, à proteção da saúde física e mental etc: precisamos cuidar da vida que teremos daqui há alguns anos, ou muitos. O presente deve ser aproveitado e vivido. A pessoa deve estar presente em cada momento e atividade que faz. O estudo, o lazer, o sono, o sexo, a companhia dos pais, filhos e amigos, tudo deve ser aproveitado ao máximo, ou seja, o máximo de prazer e resultado, pois, afinal, a gente nunca sabe quando a vida vai terminar. O passado, que ainda não tinha mencionado, serve para trazer lições e experiências, não devendo permanecer em nossa mente mais do que o suficiente para cumprir esse desígnio.

C&C | A idéia da morte não é um tema que agrada muito as pessoas. Como o senhor encara este assunto ?

Willian Douglas | Como cristão, a morte não me assusta. O fato de acreditar em Jesus e em vida após a morte, em salvação, em paraíso, me faz ver a morte como uma passagem para outra vida, onde reencontrarei pessoas que perdi nesta, como minha mãe e alguns amigos. A idéia da morte é ruim pois a gente sempre tem coisas a terminar, pessoas para amar, prazeres para curtir, mas é parte do grande ciclo. Prefiro demorar muito a morrer, mas quando chegar a hora, sei o que estará me esperando do outro lado. Só o fato de haver um outro lado já alivia. desde que seja um lado melhor que este, claro.

C&C | A citação da tragédia do submarino Kursk não choca um pouco as pessoas?A verdade sempre choca. Um provérbio latino diz que a verdade traz o ódio (veritas parit odium) e um grande escritor, cujo nome não recordo agora, chegou a dizer que a verdade anda sobre uma corda a poucos centímetros do solo, o que faz com que muitos tropecem nela. Por outro lado, Jesus disse “conhecereis a verdade e a verdade os libertará” e o conhecimento traz segurança. Assim, gosto de trabalhar com o maior grau da realidade que estiver disponível. O que é chocante é o drama do Kursk e de todos os que vivem sem perceber o valor da vida. Falar sobre o tema não é o que é chocante, mas apenas o anúncio do fato. Quem sabe o anúncio não traga alguma mudança onde ela for possível?

Willian Douglas | Ao falar sobre concursos, eu procuro ser bem franco e direto, com frases como “concurso se faz não para passar mas até passar”, “ou você aprende a estudar ou vai ser mais difícil”, “disciplina é essencial”, “reprovação faz parte do processo”, “concurso é projeto de longo prazo mas vale a pena”, “prova deve ser prazer ou seu rendimento cai”etc. Se eu choco a pessoa mas o choque a faz melhorar seu desempenho, então o choque pode ser positivo.

C&C | Quais os novos livros previstos para 2004, e quais os temas abordados?

Willian Douglas | Para responder, devo mencionar os livros da Impetus, onde trabalho no Conselho Editorial, e as pessoas. Na Editora Impetus, estou muito feliz com o lançamento dos livros de Ética, do Professor Carlos André e Leandro Cadenas, dos livros de Questões do Prof Gustavo Barchet (coordenados pelos amigos e Professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino) e os novos livros, de Psicologia (Prof Luciana Castro) e Estatística (Prof Sérgio Carvalho),
Nos meus, eu e Sylvio Motta estamos lançando mais uma edição do Livro de Direito Constitucional (a 14a. ) e, em breve, estará no mercado o livro Eu, meu joelho direito e os 42 Km à frente, onde abordo minha preparação para a Maratona de Curitiba e o que essa experiência me ensinou sobre concursos e sobre auto-superação.Por fim, quero parabenizar o excelente trabalho feito por vocês, que é um instrumento de grande ajuda para os concursandos, e agradecer a entrevista. Aos candidatos, meus votos de sucesso e plena realização.


" A última carta do tenente"
ficção em cima da realidade

Novo livro de Willian Douglas revive a tragédia do submarino russo

Obra de ficção inspirada em fatos reais. E, principalmente, um pungente (e poético) depoimento sobre o valor da vida. Eis “A última carta do tenente”, de autoria de William Douglas, que revive literariamente o sacrifício dos marinheiros do submarino russo Kursk, vitimados por um acidente em agosto de 2000. O lançamento é da Editora Impetus, com requintes gráficos que fazem do livro, literalmente, uma jóia editorial.
A pergunta que atravessa o livro – “O que você escreveria se tivesse apenas 12 horas de vida?” – leva William Douglas a considerar que produziu uma obra que homenageia a vida, ao propor ao leitor a reflexão sobre seu valor e fugacidade.


Titulo: A última carta do Tenente
Preço: R$ 19,90
Autor: William Douglas
Nº de páginas: 56
Isbn: 85-7626-026-3
Codigo de barras: 978 8576 2602 64
Encadernação: capa dura
Ano edição: 2004
Local: Rio de Janeiro
Numero de Edição: