Antes
de iniciar nossa nova aula, quero desde
já convidar os alunos do Curso Aprovação
– Unidade Curitiba - para poderem
ser apresentados a disciplina Matemática
Financeira na forma como, provavelmente,
a veremos na prova de Auditor Fiscal da
Receita Federal de 2004.
Na realidade, convido os colegas que mesmo
bem preparados precisam ter a certeza de
tirar a nota 10 (ou seja, acertar todas
as questões), nesta disciplina, pois
estamos conversando com candidatos profissionais.
Para os colegas que ainda tem alguma ou
muita dificuldade na disciplina vamos tentar
sanar as dúvidas e apresentar os
tópicos que deverão ser cobrados
pela ESAF.
O convite é para este fim de semana,
dias 03 e 04 de julho, onde além
de inúmeras questões que serão
resolvidas, teremos um simulado com questões
inéditas, para que os alunos possam
se preparar de forma bastante efetiva para
a prova.
Um grande abraço, bons estudos e
um até breve... |
Professor Vilson Augusto Cortez
NOMENCLATURA
BÁSICA – AULA 2
Ainda
no estudo da Matemática Financeira é
possível perceber a primeira, e com certeza,
mais importante divisão da disciplina que
é saber de que forma os juros estão
sendo calculados, ou seja, se os juros são
simples ou compostos. Para isto devemos conhecer
o conceito de Regime de Capitalização,
a saber:
1.7)
REGIME DE CAPITALIZAÇÃO
Até este ponto estudamos o juro durante uma
unidade de tempo e desenvolvemos uma fórmula
para este Juro (lembre-se que J = C.i).
Na prática, porém, os problemas envolvem
vários períodos de aplicação
e, portanto, precisaremos estudar a geração
dos juros durante mais de uma unidade de tempo.
Chamaremos de regime de capitalização
a maneira como os juros, e por que não, o
montante evolui através de vários
períodos de aplicação, aos
quais a taxa se refere. Existem dois tipos
de regime de capitalização:
1.7.1)
Regime de Capitalização Simples
É o regime de capitalização
em que a taxa de juro incide somente e sempre sobre
o capital inicial. Portanto, em todos os períodos
de aplicação, os juros serão
sempre calculados através do produto do capital
inicial pela taxa de juro (J = C.i).
Exemplo:
a) Seja a aplicação de um
capital de $100,00 à taxa de juro de 10%
a.m., durante três meses, no regime de capitalização
simples. Calcule os juros totais e o montante?
Solução:
Sabemos que o regime é de capitalização
simples e que C = $100,00 e i = 10% a.m. Então
no fim do primeiro mês teremos:
J1 = C.i logo J1 = 100. 10%
J1 = $10,00
No fim do segundo mês teremos:
J2 = C.i logo J2 = 100. 10%
J2 = $10,00
No fim do terceiro mês teremos:
J3 = C.i logo J3 = 100. 10%
J3 = $10,00
Logo, os juros totais poderão ser calculados
através da soma dos juros em cada período
(mês):
J = J1+ J2+ J3
J = 10 + 10 + 10
J = $30,00
O montante (M) será o capital acrescido dos
juros totais, isto é:
M = C + J
M = 100 + 30
M = $130,00
1.7.2) Regime de Capitalização
Composta
É o regime de capitalização
em que a taxa de juro incide sobre o montante obtido
no período anterior, para gerar juro no período
atual. Portanto, em cada período de aplicação,
os juros serão calculados através
do produto do montante do período anterior
pela taxa de juro. (J = M.i)
Um exemplo simples de capitalização
composta é o da Caderneta de Poupança,
onde você deposita seu dinheiro em um mês
esperando que no final do primeiro mês a mesma
já apresente um montante igual ao capital
inicial mais os juros, que foram gerados sobre o
capital inicial (este era o único montante
anterior), observe que a partir do primeiro mês,
mesmo que você não deposite nada na
caderneta de poupança, o dinheiro lá
existente vai rendendo juros sobre o capital inicial
e sobre os juros que já estão na conta,
sendo este processo conhecido como juros sobre juros,
ou juros compostos, ou mesmo capitalização
composta.
Exemplo:
b) Seja a aplicação de um
capital de $100 a taxa de juro de 10% a.m., durante
três meses, no regime de capitalização
composta. Calcule os juros totais e o montante?
Solução:
A situação é análoga
a do exemplo anterior, sendo que o regime agora
é de capitalização composta,
C = $100,00 e i = 10% a.m.
Até o fim do primeiro mês temos uma
unidade de tempo, logo, o juro em um mês será:
J1 = C.i logo J1 = 100 . 10%
J1= $10,00
M1 = C + J = 100 + 10
M1 = $ 110,00
Para formar o juro do segundo mês, a taxa
de juro incidirá sobre o montante do fim
do primeiro mês. Logo:
J2 = M1.i logo J2 = 110 . 10%
J2 = $ 11,00
E o montante do segundo mês será:
M2 = C + J1 + J2
M2 = 100 + 10 + 11
M2 = $ 121,00
Para formar o juro do terceiro mês, a taxa
de juro incidirá sobre o montante no fim
do segundo mês. Então:
J3 = M2.i
J3 = 121 . 10%
J3 = $12,10
E o montante ao final do terceiro mês será:
M3 = C + J1 + J2 + J3
M3 = 100 + 10 +11 +12,10
M3 = $133,10
A soma dos juros totais será de:
J = J1+ J2+ J3
J = 10 + 11 + 12,10
J = $ 33,10
1.7.3) Comparação entre os
Regimes de Capitalização Simples e
Composta
De acordo com os exemplos anteriores, referentes
à capitalização simples e composta,
os resultados obtidos foram dispostos na tabela
seguinte de forma a permitirem uma melhor comparação:
| |
Capitalização |
Simples |
Capitalização |
Composta |
| Período de tempo |
Juros |
Montante |
Juros |
Montante |
| 1º ano |
10 |
110 |
10 |
110 |
| 2º ano |
10 |
120 |
11 |
121 |
| 3º ano |
140 |
130 |
12,10 |
133,10 |
Observações:
=> Independentemente do regime de capitalização,
o aluno pode reparar que o juro e o montante obtidos
ao final do primeiro mês de capitalização
serão sempre os mesmos. Daí se pode
concluir que ao considerarmos um período
único de tempo, não há diferença
entre os regimes de capitalização,
não havendo sentido em se distinguir, para
apenas um período, a capitalização
simples da capitalização composta.
Isto se dá por que ao final do primeiro período
os juros compostos são calculados sobre o
montante do período anterior, que neste momento
é o capital inicial, ficando igual ao cálculo
dos juros simples.
Veja:
J = M.i = C.i (para o primeiro período).
=>
Observe ainda que, no regime de capitalização
simples o montante aumenta de acordo com uma progressão
aritmética, onde o montante sofre uma variação
linear em relação aos juros (no exemplo,
a razão é 10, ou seja, a cada período
o montante sobe de um valor constante e igual a
10). Já no regime de capitalização
composta, o montante varia de acordo com uma progressão
geométrica, onde o montante aumenta segundo
uma variação exponencial em relação
aos juros, sendo que a razão da progressão
geométrica é dada por ( 1 + i ) =
(1,10). Desse modo, em se tratando de juros
ou rendimentos lineares ou proporcionais
estamos falando do regime de capitalização
simples e em se tratando de juros
ou rendimentos exponenciais estamos falando
do regime de capitalização
composta.=> Será adotada a convenção
de que os juros serão devidos ao final de
cada período de tempo a que se refere a taxa
de juros considerada. Esta forma de se capitalizar
os juros é também conhecida como
juros postecipados.
Agradeço a atenção de todos
e espero estar auxiliando no entendimento da disciplina,
próxima aula teremos o fluxo de caixa.
Até logo
Professor
Vilson Augusto Cortez